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| Foto reprodução ChatGPT |
Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, o compromisso prevê compras anuais de pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos até 2028.
O anúncio ocorre após encontros entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, que discutiram temas ligados ao comércio bilateral, investimentos e redução de tensões econômicas entre as duas maiores economias do mundo.
China fala em negociações sobre tarifas
O Ministério do Comércio da China confirmou que os dois países avançaram em negociações envolvendo:
- comércio agrícola;
- investimentos;
- redução de tarifas;
- cooperação econômica;
- acesso a mercados.
Pequim, porém, não detalhou valores nem especificou quais produtos estariam incluídos nos acordos discutidos com Washington.
Segundo o governo chinês, equipes técnicas dos dois países continuam negociando detalhes adicionais relacionados às medidas comerciais.
Agricultura segue no centro da relação EUA-China
A China é historicamente um dos principais compradores globais de produtos agrícolas norte-americanos, especialmente:
- soja;
- milho;
- trigo;
- algodão;
- carne bovina;
- carne suína.
Nos últimos anos, porém, as disputas comerciais entre Washington e Beijing afetaram diretamente o setor agrícola dos Estados Unidos.
Durante a guerra tarifária iniciada ainda no primeiro mandato de Trump, a China reduziu compras de diversos produtos agrícolas americanos e ampliou aquisições em outros mercados, incluindo o Brasil.
Segundo analistas, o eventual aumento das compras chinesas pode beneficiar produtores rurais norte-americanos e reduzir pressões políticas sobre o setor agrícola dos EUA.
China amplia compras do agronegócio brasileiro
O relatório da Casa Branca também reconhece que a China aumentou recentemente as compras de soja brasileira após cumprir parte dos compromissos anteriores assumidos com os Estados Unidos.
Especialistas apontam que o Brasil segue ocupando posição estratégica no fornecimento global de commodities agrícolas para o mercado chinês.
Nos últimos anos, a China ampliou importações brasileiras de:
- soja;
- milho;
- carne bovina;
- algodão;
- açúcar;
- celulose.
O avanço das relações comerciais entre China e Brasil ocorreu paralelamente às tensões comerciais entre Beijing e Washington.
Acordos anteriores enfrentaram dificuldades
Analistas lembram que acordos anteriores firmados entre China e Estados Unidos tiveram dificuldades para serem plenamente cumpridos.
Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump, a China havia assumido o compromisso de ampliar em cerca de US$ 200 bilhões as compras de produtos americanos em um período de dois anos.
A pandemia da Covid-19 e as oscilações econômicas globais acabaram afetando o cumprimento das metas comerciais previstas na época.
Relação entre China e EUA segue estratégica
Apesar das disputas envolvendo tecnologia, tarifas e geopolítica, China e Estados Unidos continuam mantendo uma das relações econômicas mais importantes do mundo.
Especialistas avaliam que as recentes negociações indicam uma tentativa de estabilização parcial das relações comerciais entre os dois países.
Além do agronegócio, as conversas entre Beijing e Washington também envolvem:
- semicondutores;
- minerais críticos;
- tecnologia;
- energia;
- logística;
- cadeias globais de suprimentos.
Analistas internacionais apontam que a aproximação comercial pode reduzir parte das incertezas econômicas globais, embora as disputas estratégicas entre China e Estados Unidos devam continuar nos próximos anos.
Por Fábio Sakamoto – Jornalista MTB/DRT 0011561/DF.

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