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China e Estados Unidos iniciam negociações para possível redução de tarifas comerciais

Governo chinês classifica acordos firmados durante visita de Trump como etapa preliminar para ampliar cooperação econômica bilateral
(Xinhua/Yan Yan)

BEIJING — O governo da China informou neste sábado que os entendimentos comerciais firmados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representam apenas uma fase inicial das negociações entre os dois países sobre tarifas, comércio agrícola e cooperação econômica.

Segundo o Ministério do Comércio da China, os acordos assinados durante a viagem de Trump a Beijing ainda possuem caráter preliminar, mas abrem caminho para futuras negociações voltadas à redução de tarifas recíprocas e ao fortalecimento das relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Trump deixou a capital chinesa na sexta-feira após dois dias de encontros com o presidente chinês, Xi Jinping. A visita foi marcada por forte simbolismo diplomático, cerimônias oficiais e declarações públicas de aproximação entre os dois governos.

Apesar do tom positivo adotado pelas lideranças, os detalhes concretos sobre investimentos, comércio e cortes tarifários ainda seguem limitados.

China e EUA criam conselhos para discutir tarifas e investimentos

De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio chinês, os dois países concordaram em criar um conselho de investimentos e um conselho de comércio bilateral.

Os novos mecanismos terão como objetivo discutir:

  • reduções tarifárias específicas por produto;
  • cortes recíprocos de tarifas comerciais;
  • ampliação do comércio agrícola;
  • facilitação de investimentos;
  • expansão da cooperação econômica;
  • negociação de barreiras comerciais.

O governo chinês informou ainda que as futuras negociações poderão incluir reduções mais amplas em diferentes categorias de produtos, embora detalhes específicos ainda não tenham sido divulgados oficialmente.

Relação China-EUA segue no centro da economia global

As relações comerciais entre China e Estados Unidos possuem impacto direto sobre a economia mundial, influenciando mercados financeiros, cadeias produtivas internacionais, tecnologia, indústria e investimentos globais.

Especialistas avaliam que um eventual avanço nas negociações tarifárias pode reduzir tensões comerciais acumuladas nos últimos anos e beneficiar setores estratégicos ligados a:

  • tecnologia;
  • agricultura;
  • indústria;
  • logística;
  • energia;
  • exportações;
  • semicondutores.

A possível flexibilização tarifária também é acompanhada com atenção por empresas multinacionais, investidores e governos em diferentes regiões do mundo.

Guerra comercial marcou últimos anos

Nos últimos anos, China e Estados Unidos protagonizaram disputas comerciais envolvendo aumento de tarifas de importação, restrições tecnológicas e conflitos relacionados à balança comercial.

As medidas afetaram cadeias globais de produção e elevaram os custos para empresas e consumidores em diversos setores da economia internacional.

Mesmo diante das divergências, os dois países continuam sendo parceiros comerciais estratégicos e possuem uma das relações econômicas mais relevantes do planeta.

China busca ampliar estabilidade econômica internacional

O governo chinês tem defendido nos últimos anos a ampliação da cooperação internacional, o fortalecimento do comércio global e a redução de barreiras econômicas.

Analistas internacionais apontam que a abertura de novas negociações tarifárias entre Beijing e Washington pode representar um movimento importante para reduzir incertezas econômicas globais em um cenário marcado por desaceleração do crescimento mundial e reorganização das cadeias produtivas internacionais.

Além das questões comerciais, os dois governos também discutiram durante a visita temas ligados à cooperação tecnológica, investimentos e assuntos geopolíticos considerados estratégicos pelas duas potências.

Por Fábio Sakamoto – Jornalista MTB/DRT 0011561/DF.

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