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China confirma compra de 200 aviões da Boeing após visita de Trump a Pequim

Acordo marca retomada das encomendas chinesas à fabricante norte-americana após quase uma década
Divulgação/China Eastern Airlines
A China confirmou a compra de 200 aeronaves da Boeing, marcando a retomada das grandes encomendas chinesas à fabricante norte-americana pela primeira vez desde 2017.

O acordo foi oficializado após a recente visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Beijing, onde foram realizadas negociações comerciais e estratégicas entre os dois países.

Boeing volta ao mercado chinês

A compra representa uma importante reaproximação comercial entre China e Estados Unidos em um setor considerado estratégico para as duas maiores economias do mundo.

Durante a visita a Beijing, Trump já havia antecipado o fechamento do acordo, mas o governo chinês ainda não havia confirmado oficialmente a operação.

Agora, o Ministério do Comércio da China informou que o contrato foi concluído e destacou que os Estados Unidos ofereceram “garantias suficientes” para o fornecimento de motores, componentes e peças aeronáuticas.

Aviação é prioridade estratégica

Segundo o governo chinês, a cooperação no setor aéreo é considerada fundamental para ampliar as relações econômicas bilaterais.

Em nota oficial, o Ministério do Comércio afirmou que:

“A aviação é uma área fundamental para aprofundar a cooperação mutuamente benéfica.”

A China possui um dos maiores mercados de aviação do mundo e segue ampliando investimentos em:

  • transporte aéreo;
  • modernização da frota;
  • rotas internacionais;
  • expansão aeroportuária;
  • aviação comercial.

Negócio ficou abaixo das expectativas iniciais

Apesar da relevância do acordo, o volume anunciado ficou abaixo das projeções divulgadas inicialmente pela imprensa norte-americana.

Veículos internacionais chegaram a mencionar negociações envolvendo até 600 aeronaves.

O anúncio final de 200 aviões gerou reações no mercado financeiro e pressionou temporariamente as ações da Boeing nos Estados Unidos.

Mesmo assim, analistas consideram a retomada das encomendas chinesas um movimento importante para a fabricante norte-americana, que perdeu espaço nos últimos anos para a europeia Airbus no mercado chinês.

Relação China-EUA entra em nova fase

O acordo ocorre em meio à tentativa de estabilização das relações entre China e Estados Unidos após anos de tensões comerciais e tecnológicas.

Além da compra das aeronaves, as negociações entre os dois países também envolveram:

  • tarifas comerciais;
  • produtos agrícolas;
  • terras raras;
  • cadeias globais de suprimentos;
  • cooperação industrial.

Especialistas avaliam que o setor aéreo pode se tornar uma das áreas centrais da retomada gradual do diálogo econômico entre Beijing e Washington.

China mantém estratégia de diversificação

Mesmo com a compra da Boeing, a China segue investindo fortemente no fortalecimento de sua própria indústria aeronáutica.

Nos últimos anos, o país ampliou investimentos na fabricante estatal COMAC e em programas nacionais de aviação comercial.

A estratégia chinesa busca reduzir dependências externas e ampliar a competitividade tecnológica da indústria aérea local.

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