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China amplia importação de carne bovina do Brasil e renova recorde em abril de 2026

Demanda chinesa impulsiona exportações brasileiras e fortalece mercado internacional da carne bovina
Foto reprodução ChatGPT
A China ampliou significativamente as importações de carne bovina do Brasil em abril de 2026, reforçando a forte demanda chinesa pelo produto brasileiro e impulsionando novos recordes nas exportações do setor.

Segundo dados da COMEX, a importação chinesa de carne bovina brasileira somou 135,47 mil toneladas métricas em abril, volume 27% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando as compras haviam alcançado 106,64 mil toneladas.

O desempenho também representou novo recorde para um mês de abril.

Receita das exportações dispara

A receita obtida pelo Brasil com as vendas de carne bovina para a China alcançou US$ 877,39 milhões em abril de 2026, alta de 66,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento do volume embarcado quanto pela valorização do preço médio da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Em abril, o preço médio da carne exportada para a China atingiu US$ 6,48 por quilo, acima da média geral brasileira no período, que ficou em US$ 6,24 por quilo.

Apesar da forte valorização, o valor ainda ficou abaixo do recorde histórico para meses de abril, registrado em 2022, quando o preço médio chegou a US$ 6,89 por quilo.

Exportações brasileiras seguem em alta

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina para a China totalizaram 460,89 mil toneladas métricas, avanço de 19,3% na comparação com o mesmo período de 2025.

Além do crescimento nas vendas para a China, o Brasil também vem ampliando exportações para outros mercados internacionais, incluindo:

  • Estados Unidos;
  • Chile;
  • Rússia;
  • União Europeia;
  • Oriente Médio.

Especialistas apontam que a carne bovina brasileira continua ganhando espaço global devido à competitividade da produção nacional e à forte demanda internacional por proteína animal.

China continua sendo principal compradora

A China permanece como o principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil.

O país asiático utiliza grandes volumes do produto para abastecimento interno, principalmente diante da elevada demanda alimentar de sua população e da recuperação gradual do setor de consumo.

Analistas observam, porém, que a participação chinesa nas exportações totais brasileiras vem diminuindo discretamente nos últimos anos devido ao avanço das vendas para outros mercados.

Isso indica maior diversificação internacional da carne bovina brasileira.

Mercado acompanha projeções globais

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou recentemente para cima a expectativa de produção mundial de carne bovina em 2026, especialmente devido ao aumento da oferta brasileira.

Ao mesmo tempo, o USDA reduziu projeções para a demanda chinesa por carne bovina ao longo do ano.

Mesmo com a revisão, especialistas do mercado avaliam que os números recentes das importações chinesas indicam uma demanda ainda bastante aquecida pelo produto brasileiro.

Carne brasileira ganha espaço internacional

Analistas destacam que o crescimento das exportações reforça a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de proteína animal.

Além da China, a carne bovina brasileira vem ampliando presença em mercados estratégicos graças a fatores como:

  • competitividade de preços;
  • capacidade produtiva;
  • expansão logística;
  • abertura de novos mercados;
  • aumento da demanda global por alimentos.

Especialistas avaliam que o setor deve continuar acompanhando de perto:

  • negociações comerciais internacionais;
  • tarifas de importação;
  • demanda chinesa;
  • oscilações cambiais;
  • preços globais das commodities agrícolas e pecuárias.
Por Fábio Sakamoto – Jornalista MTB/DRT 0011561/DF.
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