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| Foto reprodução ChatGPT |
O estudo, intitulado “Beijing’s Critical Raw Material Weapon”, aponta que Pequim transformou sua liderança na cadeia global de minerais estratégicos em uma poderosa ferramenta de pressão econômica sobre Europa, Estados Unidos e aliados ocidentais.
Entre os materiais controlados pela China estão:
- terras raras;
- gálio;
- germânio;
- metais usados em semicondutores;
- componentes para telecomunicações;
- insumos para baterias;
- materiais utilizados em defesa e energia renovável.
Segundo o relatório, a China controla 70% ou mais da extração ou do refino global de metade dos 34 materiais classificados pela União Europeia como críticos para a segurança econômica e industrial.
Em alguns casos, como terras raras pesadas e gálio, o domínio chinês ultrapassa 98% da cadeia produtiva global.
China reage após novas tarifas dos EUA
O estudo afirma que, após novas rodadas de tarifas e restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos durante o novo governo de Donald Trump, Pequim respondeu reduzindo abruptamente o fornecimento de diversos materiais críticos para vários países.
Mesmo com uma recuperação parcial das exportações em 2025 e início de 2026, os volumes permaneceram abaixo dos níveis anteriores aos controles implementados pelo governo chinês.
Analistas europeus afirmam que a estratégia chinesa gerou:
- aumento de custos industriais;
- interrupções em cadeias produtivas;
- insegurança no fornecimento;
- pressão sobre fabricantes ocidentais;
- maior dependência tecnológica da China.
Europa teme vulnerabilidade estratégica
O relatório destaca que a dependência europeia das cadeias dominadas pela China não representa apenas um risco econômico, mas uma vulnerabilidade estrutural para setores considerados estratégicos.
Atualmente, essas matérias-primas são fundamentais para:
- veículos elétricos;
- energia solar;
- turbinas eólicas;
- indústria militar;
- semicondutores;
- cabos de fibra óptica;
- inteligência artificial;
- equipamentos médicos;
- telecomunicações avançadas.
Segundo o documento, sem acesso aos materiais refinados na China, parte importante da infraestrutura industrial e tecnológica europeia enfrentaria sérias dificuldades operacionais.
Licenciamento chinês aumenta pressão sobre empresas
O relatório também critica o sistema de controle de exportações adotado por Pequim, especialmente os processos conduzidos pelo Ministério do Comércio da China.
Empresas europeias e norte-americanas afirmam que os pedidos de licenciamento passaram a exigir informações consideradas extremamente sensíveis, incluindo:
- dados detalhados de produção;
- aplicações industriais;
- desenhos técnicos;
- fotografias de componentes;
- especificações tecnológicas.
Segundo o estudo, a falta de transparência no processo aumentou o poder de pressão regulatória do governo chinês sobre empresas estrangeiras.
Muitas companhias classificam o sistema como uma “caixa-preta”, na qual solicitações permanecem indefinidamente pendentes sem critérios claros de aprovação.
Pequim busca ampliar autossuficiência tecnológica
O documento europeu afirma que a estratégia chinesa está alinhada aos objetivos de longo prazo do governo de Xi Jinping, voltados à ampliação da autossuficiência tecnológica e fortalecimento industrial.
Além do controle das matérias-primas, Pequim também busca consolidar liderança em:
- carros elétricos;
- baterias;
- inteligência artificial;
- energia renovável;
- telecomunicações;
- semicondutores;
- manufatura avançada.
Especialistas apontam que o domínio das cadeias de matérias-primas oferece à China uma vantagem estratégica importante na nova disputa tecnológica global.
Ocidente tenta reduzir dependência da China
O relatório conclui que Europa, Estados Unidos, Japão e aliados precisarão ampliar investimentos em mineração, refino, reciclagem e cadeias produtivas alternativas para reduzir a dependência da China.
O estudo também recomenda:
- tarifas comerciais mais amplas;
- políticas industriais coordenadas;
- incentivos à produção local;
- maior integração entre aliados ocidentais;
- fortalecimento de cadeias de suprimento fora da China.
Analistas avaliam que a disputa pelas matérias-primas críticas tende a se tornar um dos principais pontos de tensão econômica e geopolítica das próximas décadas, especialmente diante da expansão global da inteligência artificial, da transição energética e da indústria de veículos elétricos.
Por Fábio Sakamoto – Jornalista MTB/DRT 0011561/DF.

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